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	<title>Comments on: Em Angola&#8230; crimes contra a Saúde Pública</title>
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		<title>By: <img class="monsterid" src="http://saudeambiental.net/wp-content/plugins/wp-monsterid/monsterid/45a881bb589de84.png" alt="manteigas MonsterID Icon" height="55" width="55"/> manteigas</title>
		<link>http://saudeambiental.net/2008/11/angola-saude-publica-crimes.html/comment-page-1#comment-126</link>
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		<pubDate>Wed, 12 Nov 2008 09:15:00 +0000</pubDate>
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		<description>Caro colega,&lt;br/&gt;Confesso que já tinha saudades das suas observações, &quot;talvez provocatórias&quot;. São observações dessas que dão azo à discussão dos assuntos, mais ou menos relevantes. Observações dessas e comentários destes, permito-lhos sempre. Até lhos agradeço.&lt;br/&gt;Em relação à notícia transcrita, tal como terá percebido, limitei-me a isso mesmo... a transcrevê-la. Não conhecendo a realidade angolana - para além do pouco que vou lendo e ouvindo - preferi alhear-me dum comentário sobre o assunto, correndo o risco, se o fizesse, de ser pouco objectivo e até injusto. Contudo, deixe que lhe diga que sou apologista do recurso à &quot;força da razão&quot; aliada à &quot;razão da força&quot;, sendo que em muitas situações, esta última padece de ser aplicada. Tanto quanto julgo saber, os preceitos legais, a existirem, devem ser aplicados, sob pena da &quot;força&quot; a isso obrigar. Se esses mesmo preceitos legais fazem sentido, se representam uma &lt;i&gt;mais valia&lt;/i&gt; para o estado de direito, isso já pode ser questionado... e eu questiono-o!!&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Em relação à &quot;usurpação de funções públicas ou profissão titulada&quot;, em Portugal, é um facto. Sou um frequentador regular do &lt;a HREF=&quot;http://www.tdtonline.org/forum/&quot; REL=&quot;nofollow&quot;&gt;Fórum das Tecnologias da Saúde Online&lt;/a&gt; e quase todas as semanas ali se podem ler relatos de situações dessas, principalmente na área de Radiologia e, Análises Clínicas e Saúde Pública. Falo de indivíduos sem qualquer tipo de habilitação académica específica para o efeito, que perpetuam o seu desempenho, com a conivência da entidade patronal - que muitas vezes até a promove. Decerto lembrar-se-á de uma situação na área da Saúde Ambiental, que até chegou a comentar no &lt;a HREF=&quot;http://foruns.terravista.pt/SForums/$M=readthreadrep$TH=4156682$F=50430$ME=10299215&quot; REL=&quot;nofollow&quot;&gt;Fórum de Saúde Ambiental&lt;/a&gt;.&lt;br/&gt;Atenção!... Ressalvo o facto de não estar aqui a considerar aqueles profissionais que por motivos vários não requereram, em tempo útil, a sua cédula profissional. Esses, habilitação académica têm-na, de certeza.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Como sabe, o &quot;&lt;a HREF=&quot;http://www.dre.pt/pdf1sdip/1999/08/186A00/52485251.PDF&quot; REL=&quot;nofollow&quot;&gt;Conselho Nacional das Profissões&lt;/a&gt;&quot; nunca saiu do papel pelo que a fiscalização do exercício ilegal nunca passou de uma intenção. Foi nesse sentido que aludi à importância da intervenção de uma entidade como a &lt;a HREF=&quot;http://www.policiaeconomica.gv.ao/&quot; REL=&quot;nofollow&quot;&gt;DNIIAE&lt;/a&gt; e, por analogia, a &lt;a HREF=&quot;http://www.asae.pt/&quot; REL=&quot;nofollow&quot;&gt;ASAE&lt;/a&gt;. O colega acha que não é preciso por ordem nesta situação?...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro colega,<br />Confesso que já tinha saudades das suas observações, &#8220;talvez provocatórias&#8221;. São observações dessas que dão azo à discussão dos assuntos, mais ou menos relevantes. Observações dessas e comentários destes, permito-lhos sempre. Até lhos agradeço.<br />Em relação à notícia transcrita, tal como terá percebido, limitei-me a isso mesmo&#8230; a transcrevê-la. Não conhecendo a realidade angolana &#8211; para além do pouco que vou lendo e ouvindo &#8211; preferi alhear-me dum comentário sobre o assunto, correndo o risco, se o fizesse, de ser pouco objectivo e até injusto. Contudo, deixe que lhe diga que sou apologista do recurso à &#8220;força da razão&#8221; aliada à &#8220;razão da força&#8221;, sendo que em muitas situações, esta última padece de ser aplicada. Tanto quanto julgo saber, os preceitos legais, a existirem, devem ser aplicados, sob pena da &#8220;força&#8221; a isso obrigar. Se esses mesmo preceitos legais fazem sentido, se representam uma <i>mais valia</i> para o estado de direito, isso já pode ser questionado&#8230; e eu questiono-o!!</p>
<p>Em relação à &#8220;usurpação de funções públicas ou profissão titulada&#8221;, em Portugal, é um facto. Sou um frequentador regular do <a HREF="http://www.tdtonline.org/forum/" REL="nofollow">Fórum das Tecnologias da Saúde Online</a> e quase todas as semanas ali se podem ler relatos de situações dessas, principalmente na área de Radiologia e, Análises Clínicas e Saúde Pública. Falo de indivíduos sem qualquer tipo de habilitação académica específica para o efeito, que perpetuam o seu desempenho, com a conivência da entidade patronal &#8211; que muitas vezes até a promove. Decerto lembrar-se-á de uma situação na área da Saúde Ambiental, que até chegou a comentar no <a HREF="http://foruns.terravista.pt/SForums/$M=readthreadrep$TH=4156682$F=50430$ME=10299215" REL="nofollow">Fórum de Saúde Ambiental</a>.<br />Atenção!&#8230; Ressalvo o facto de não estar aqui a considerar aqueles profissionais que por motivos vários não requereram, em tempo útil, a sua cédula profissional. Esses, habilitação académica têm-na, de certeza.</p>
<p>Como sabe, o &#8220;<a HREF="http://www.dre.pt/pdf1sdip/1999/08/186A00/52485251.PDF" REL="nofollow">Conselho Nacional das Profissões</a>&#8221; nunca saiu do papel pelo que a fiscalização do exercício ilegal nunca passou de uma intenção. Foi nesse sentido que aludi à importância da intervenção de uma entidade como a <a HREF="http://www.policiaeconomica.gv.ao/" REL="nofollow">DNIIAE</a> e, por analogia, a <a HREF="http://www.asae.pt/" REL="nofollow">ASAE</a>. O colega acha que não é preciso por ordem nesta situação?&#8230;</p>
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		<title>By: <img class="monsterid" src="http://saudeambiental.net/wp-content/plugins/wp-monsterid/monsterid/45a881bb589de84.png" alt="Duarte d'Oliveira MonsterID Icon" height="55" width="55"/> Duarte d'Oliveira</title>
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		<dc:creator><img class="monsterid" src="http://saudeambiental.net/wp-content/plugins/wp-monsterid/monsterid/45a881bb589de84.png" alt="Duarte d'Oliveira MonsterID Icon" height="55" width="55"/> Duarte d'Oliveira</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Nov 2008 00:16:00 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://saudeambiental.net/?p=583#comment-125</guid>
		<description>Colega,&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Permita-me que discorde em absoluto do que escreve sobre a “usurpação de funções públicas ou profissão titulada”. E, também, da transcrição que faz sem qualquer enquadramento da notícia que terá sido divulgada pelo Jornal de Angola Online.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Sobre esta última, o colega devia previamente ter-se documentado sobre o que é a sociedade angolana em fase (que será demorada) de transição entre as culturas tradicionais e o modelo ocidentalizado imposto pelo governo de Luanda, liderado (quase sem oposição) pelo MPLA. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Eu creio que o colega nunca viveu em África e se alguma vez esteve em Angola provavelmente nunca se afastou das zonas urbanas (onde as diferenças são flagrantes e atentatórias da dignidade humana) para conhecer o povo, a população que progressivamente retoma o seu quotidiano depois de dezenas de anos de conflitos e de uma guerra civil que deixou sequelas, feridas que tardarão a sarar. E não será por decreto que se terminará com a “medicina tradicional”…&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Sobre a “usurpação de funções públicas ou profissão titulada”, o colega escreve, textualmente: - “E que jeito nos dava se a nossa DNIIAE, mais conhecida por ASAE, actuasse da mesma forma, para as mesmas questões”.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Parece-me, pelo seu comentário em jeito de recomendação, que é apologista do recurso à “razão da força” – como no regime salazarento – para disciplinar o exercício de algumas profissões, nomeadamente no âmbito das tecnologias de diagnóstico e terapêutica. Como sabe, e permita-me esta observação, talvez provocatória, historicamente, mais tarde ou mais cedo, a “força da razão” acabará por prevalecer sobre a “razão da força”.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Para terminar este comentário, muito mas mesmo muito sintético, proponho-lhe que atente num procedimento (singular, no contexto europeu) que é irregularmente adoptado por muitos técncios de diagnóstico e terapêutica, designadamente por TSA, Técnicos de Saúde Ambiental: usam o grau académico de “doutor” (assinam: “fulano de tal, dr.”) como se fosse um título (abolido por decreto há mais de seis décadas) quando são apenas licenciados… Pergunto-lhe: será que quer mandar os seus (ex-)colegas para a prisão por cometerem o crime de “usurpação”?&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Duarte d’Oliveira&lt;br/&gt;(Jornal de Saúde Ambiental)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Colega,</p>
<p>Permita-me que discorde em absoluto do que escreve sobre a “usurpação de funções públicas ou profissão titulada”. E, também, da transcrição que faz sem qualquer enquadramento da notícia que terá sido divulgada pelo Jornal de Angola Online.</p>
<p>Sobre esta última, o colega devia previamente ter-se documentado sobre o que é a sociedade angolana em fase (que será demorada) de transição entre as culturas tradicionais e o modelo ocidentalizado imposto pelo governo de Luanda, liderado (quase sem oposição) pelo MPLA. </p>
<p>Eu creio que o colega nunca viveu em África e se alguma vez esteve em Angola provavelmente nunca se afastou das zonas urbanas (onde as diferenças são flagrantes e atentatórias da dignidade humana) para conhecer o povo, a população que progressivamente retoma o seu quotidiano depois de dezenas de anos de conflitos e de uma guerra civil que deixou sequelas, feridas que tardarão a sarar. E não será por decreto que se terminará com a “medicina tradicional”…</p>
<p>Sobre a “usurpação de funções públicas ou profissão titulada”, o colega escreve, textualmente: &#8211; “E que jeito nos dava se a nossa DNIIAE, mais conhecida por ASAE, actuasse da mesma forma, para as mesmas questões”.</p>
<p>Parece-me, pelo seu comentário em jeito de recomendação, que é apologista do recurso à “razão da força” – como no regime salazarento – para disciplinar o exercício de algumas profissões, nomeadamente no âmbito das tecnologias de diagnóstico e terapêutica. Como sabe, e permita-me esta observação, talvez provocatória, historicamente, mais tarde ou mais cedo, a “força da razão” acabará por prevalecer sobre a “razão da força”.</p>
<p>Para terminar este comentário, muito mas mesmo muito sintético, proponho-lhe que atente num procedimento (singular, no contexto europeu) que é irregularmente adoptado por muitos técncios de diagnóstico e terapêutica, designadamente por TSA, Técnicos de Saúde Ambiental: usam o grau académico de “doutor” (assinam: “fulano de tal, dr.”) como se fosse um título (abolido por decreto há mais de seis décadas) quando são apenas licenciados… Pergunto-lhe: será que quer mandar os seus (ex-)colegas para a prisão por cometerem o crime de “usurpação”?</p>
<p>Duarte d’Oliveira<br />(Jornal de Saúde Ambiental)</p>
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