O blogue Saúde Ambiental… saltou de paraquedas e, finalmente, voou. O blogue Saúde Ambiental… não. Eu!
Esta era uma actividade que já estava prevista desde à algum tempo (As minhas Smartbox já têm destino e hora marcadas). Depois de algumas alterações à data e hora inicialmente agendadas, o salto finalmente aconteceu.
Foi ontem, dia 5 de Dezembro, pelas 13 horas, que cheguei ao aeródromo de Évora. É ali que a Skydive promove os seus saltos tandem.
O céu estava nublado e em Lisboa algumas pingas teimavam em cair. Cheguei a pensar que, tal como noutras ocasiões, o salto não se iria realizar. Ao telemóvel, de Évora, alguém me dizia: – estamos a saltar e contamos consigo.
Cerca das 14 horas e 30 minutos, já devidamente equipado, entro no avião e levanto voo rumo ao desconhecido.

Confesso que apesar da opção por saltar ter sido consciente e devidamente ponderada, estava ansioso. Afinal não é todos os dias que se salta de mais de 4000 metros de altitude. Demorámos alguns minutos até ganhar altura e chegar à posição adequada para que o avião pudesse largar a sua carga. Lá em cima, apesar da temperatuda gélida, o sol era radioso, bem acima das nuvens que ficavam a nossos pés. O meu companheiro de viagem, o Bruno Geada, tentava aliviar-me da ansiedade, assegurando-me de que todos os procedimentos de segurança estavam garantidos. Eu confiei.
Havia chegado o momento. Sentado com as pernas já fora do avião, o abismo encontrava-se defronte de mim. Agora era tarde de mais. A maior preocupação era garantir que iria cumprir tudo o que me havia sido pedido aquando da explicação do salto. Era garantir que, naquilo que a mim dizia respeito, o salto iria correr na perfeição.
De repente… as minhas mãos estão junto ao peito, agarrando o arnês. As pernas, dobro-as por entre as pernas do meu companheiro de salto que segue atrás de mim e a minha cabeça encosto-a ao seu ombro (posição estranha!). Fazemos uma queda livre a mais de 200km/h. Pouco depois dá-me um toque no ombro, sinal de que poderia abrir os braços e gozar a descida, ainda em queda livre. Brutaaaaaaaaaaaaaal!!…
As nuvens aproximam-se a uma velocidade vertiginosa e pouco antes de nossos pés tocarem os “tufos de algodão”, ele diz-me: – vou abrir o paraquedas. Ali, por entre as nuvens, o frio fazia-se sentir ainda mais, mas era tão bom senti-las ali tão perto, sem qualquer fuselagem entre nós. Eu e elas, as nuvens.
Pouco depois deixámos de ver o sol e lá em baixo já se conseguia vislumbrar o aeródromo. Quando a descida parecia que iria ser suave até ao fim, o meu companheiro de descida pergunta-me: – está tudo bem… pudemo-nos divertir? Eu pensei: – está tudo louco?… Haveria mais alguma forma de tornar aquele salto divertido?? Foi então que começaram as curvas apertadas e os “carrosséis”. Poucos antes de chegarmos ao solo foi-me relembrado o que seria esperado de mim na aterragem. Correu tudo pelo melhor. Pisei solo firme em plena segurança, com a garantia de querer repetir. Afianço-vos que não há experiência que se assemelhe. Aconselho!

Muito obrigado à Smartbox, à Skydive e ao “meu” piloto tandem, Bruno Geada, por me proporcionarem uma experiência como esta.
Cris Disse,






parabens…ganda coragem
jinhos marilia