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Poluição atmosférica em SP afeta fertilidade de casais é o título da notícia de dia 17 de Maio, no Portal de Notícias da Globo.

Os estudos mostram que qualidade do sêmen dos jovens está cada vez menor e que, de uma forma geral, a poluição atmosférica pode ser causa de infertilidade de casais.

São estas as conclusões a que chegaram os colegas da Faculdade de Medicina do ABC, São Paulo (Brasil), nomeadamente os do curso de Saúde e Gestão Ambiental, que estiveram connosco no Congresso Internacional de Saúde ambiental 2010 (ver Congresso Internacional de Saúde Ambiental: dia 3 e último).

 

O trabalho desenvolvido especificamente por eles revela o risco que as mulheres correm quando expostas a índices relevantes de poluição atmosférica. A sua descoberta evidencia que a poluição do ar pode aumentar a taxa de uma hormona ligada à fertilidade.

“A poeira e a fumaça no meio ambiente podem ocasionar o risco de aumento de um tipo de hormônio chamado prolactina”, explica o coordenador do curso de Saúde e Gestão Ambiental da Faculdade ABC, Fernando Fonseca.

Todos nós temos uma dose equilibrada de prolactina no corpo. Nas mulheres, ela prepara as mamas para a gravidez. No homem, combinada com outros hormônios, pode causar alterações, como falta de libido, falta de apetite sexual. Se a taxa de prolactina for alterada, é grande a chance do casal não conseguir ter filhos.

“Se a população souber que os poluentes podem causar problemas na sua saúde, com certeza vão procurar melhorias até na forma de educação ambiental ou diminuir o uso de carros”, alerta o professor de saúde ambiental e de química, Odair da Silva.

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