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Portugal acaba de entrar na última fase da Generation Awake, uma campanha a nível europeu com um foco marcado no elemento digital, e cuja mensagem não mudou ao longo dos últimos três anos e meio: fazer mais com menos, usar os recursos limitados de forma sustentável e procurar diminuir o impacto que cada um de nós tem no ambiente.

Os portugueses estão no bom caminho: produzem menos desperdício per capita que a média europeia (de acordo com os dados fornecidos pela União Europeia, em 2012 a quantidade de resíduos tratados representou cerca de 970kg per capita). No entanto, a taxa de incineração é demasiado elevada, e as taxas de reciclagem e reutilização estão abaixo da média europeia. É preciso, alerta a Comissão Europeia, passar a viver de acordo com a noção de que o fim dos recursos tem de ser adiado. Como? Reciclando, reutilizando, renovando, modificando, reparando… em suma, adiando ao máximo a ida direta para o lixo.

É que aquilo que encaramos tão facilmente como lixo pode conter materiais valiosos ao serem reciclados e a má gestão de recursos implica perda de matérias-primas. Em 2050, se continuarmos a consumir desta forma, estaremos a extrair cinco vezes mais recursos do que atualmente e isso, provavelmente, não será possível.

Economia Circular traça o caminho

No âmbito da sustentabilidade, da reciclagem e da eficiência, a “Generation Awake” propaga cada vez mais a necessidade de entrarmos numa Economia Circular, onde a filosofia se baseia na criação de mais valor com menos recursos (modificação da produção, na forma de aquisição e na diminuição das energias utilizadas no fabrico dos produtos, nos resíduos desperdiçados e nas matérias-primas necessárias).

Para ajudar a seguir este caminho, a campanha divulga o Guia do Consumo, onde o público pode aprender a consumir de forma mais sustentável em temas tão diversos como os recursos naturais, transportes e viagens, compras e lar.

Mónica Ruivo | Inforpress Portugal

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