A Saúde Ambiental no XII Summer Institute on Global Environmental Issues

No ano passado, num post que publicámos, fizemos alusão ao XI Summer Institute on Global Environmental Issues.

Na edição deste ano, os temas incluídos acabaram por não ser muito diferentes dos abordados no ano passado. Contudo, entre as duas últimas edições, houve realmente uma diferença abismal. Falamos da participação de duas colegas de Saúde Ambiental no XII Summer Institute on Global Environmental Issues (Marina Almeida-Silva e Susana Paixão).

Entretanto deixamos aqui o relato, na primeira pessoa, da participação da Marina Almeida-Silva, a quem agradecemos a colaboração com o Saúde Ambiental…

Foi no XII Summer Institute on Global Environmental Issues que tive o privilégio de fazer parte dos 25 participantes seleccionados, em mais de 200 candidaturas.

Começando por referir os colegas que comigo participaram neste curso considero de enorme relevância sublinhar a grande heterogeneidade de profissionais seleccionados. De biólogos a autarcas, de colaboradores de ONGs ambientais a directores de uma das grandes empresas de energia nacional, de advogados a jornalistas, de consultores a licenciados em saúde ambiental. Destaco, no plural, Licenciados em Saúde Ambiental pois foi com prazer (mas não surpresa) que fui encontrar uma colega de Saúde Ambiental neste leque de profissionais seleccionados. Docente do Departamento de Saúde Ambiental na Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra, Susana Paixão foi uma companheira exemplar ao longo dos três dias de curso. A existência de um grupo tão dissemelhante foi, na minha opinião, crucial para uma melhor e maior troca de conhecimentos e, mais do que isso, perspectivas diferentes sobre um mesmo problema comum: problemas ambientais globais.

Passando para os conteúdos abordados ao longo do curso posso referir-vos que iniciámos com uma belíssima perspectiva dos desafios ambientais globais, comparado a realidade Europeia com a Americana, brindada pelo Professor Catedrático Viriato Soromenho-Marques.

Ao longo do primeiro dia muito se falou em crise financeira e das suas possíveis consequências para o meio ambiente, das políticas ambientais europeias e ainda das inter-correlações existentes entre três conceitos muito falados actualmente: Energia; Tecnologia; e Sustentabilidade. Foi ainda possível ter conhecimento do desenvolvimento de uma projecto-piloto na área da energia eólica em Portugal, que visa melhorar a produção de energia verde no nosso país.

No segundo dia fui brindada por um conjunto de comunicações muito vocacionadas para a qualidade da água, tanto de consumo humano como especificamente água dos oceanos; economia portuguesa do oceano e ainda os seus problemas ambientais e de escassez. Foi-me ainda dado a conhecer um conceito que julgo se começar já a ouvir: Smart Cities. Refiro o nome do conceito em inglês pois, tal como me foi explicado, a tradução para português poderá perder um pouco do significado real. Foi ainda neste dia que tive oportunidade de ouvir, uma vez mais, o Professor Doutor José Calheiro que fez uma interessante comunicação sobre as alterações climáticas e os efeitos sobre a saúde humana.

O último dia foi um pouco mais leve em termos de conteúdo mas não menos interessante. O Rio Plus 20 esteve na ordem do dia e pude adquirir alguns conhecimentos na área da Economia Verde, já que foram dois grandes especialistas da área que deram as suas perspectivas sobre a temática. A sustentabilidade, a ética e política de consumo foram outros conceitos referidos neste último dia.

Terminámos com João Joanaz de Melo (Universidade Nova de Lisboa) e com Eugénio Sequeira (Liga para a Protecção da Natureza e Professor Universitário reformado) que deram o panorama de futuro, abordando as boas (se é que elas existem) e as más notícias.

Finalizando, foram três intensos dias. Mas dias repletos de troca informações, de conhecimentos, de perspectivas e opiniões, e acima de tudo de boa disposição. A quem eu tenha conseguido despertar algum tipo de interesse e vontade de participarem neste curso, aconselho-vos a fazerem-no. É sem dúvida um local muito rico em conteúdo que, para quem exerce a sua actividade profissional na área do ambiente e/ou saúde, poderá ser uma mais-valia.

E se um desconhecido lhe oferecer Eco-Abraços?

E se um desconhecido lhe oferecer Eco-Abraços?…

Tomámos a liberdade de ir até ao blogue Eco-Escola ESTeSL e dali retirar a mensagem que aqui deixamos porquanto nos parece relevante partilhá-la. Afinal, um simples abraço pode fazer a diferença…

Iniciativa promovida na Semana Eco-Escolas, no âmbito do Programa Eco-Escolas em implementação na Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa (Eco-Escola ESTeSL), para divulgação do Eco-Código 2011.
Comprometa-se com o Planeta e receba um abraço em troca.
Actue!… Assuma um papel activo na defesa do Ambiente e garanta para os seus filhos, e para os filhos dos seus filhos, os mesmos privilégios que detém hoje.
A sua acção importa!… Uma acção individual, multiplicada por milhões, promove mudanças globais. Faça parte dessa mudança.

Todos nós agradecemos.

Entretanto, se um desconhecido lhe oferecer um Eco-Abraço, sorria e… retribua!

Recordatória: Hora do Planeta 2011

Caros colegas, amigos ou simples visitante, lembramos que pelo facto de aderirmos formalmente à Hora do Planeta 2011, e tal como vem sendo hábito nos últimos anos, iremos durante algum tempo “desligar as luzes” da porta principal do blogue Saúde Ambiental…

Este ano pedem-nos para irmos além da hora. Nós fazê-mo-lo mas além disso, decidimos também antecipar a hora e dentro de momento iremos desligar então as luzes. Poderão, ainda assim, aceder aos conteúdos do Saúde Ambiental… acendendo as suas luzes, mas pedimos que o evitem fazer.

Não nos visitem!!

Hora do Planeta 2011 no Facebook

Várias são as iniciativas associadas à Hora do Planeta 2011 (dia 26 de Março entre as 20h30m e as 21h30m) que estão a ser dinamizadas um pouco por todo o lado. O Facebook, sendo a rede social por excelência, não é excepção.

Das inúmeras iniciativas, à laia de eventos, que ali se podem encontrar, há uma que terá lugar exclusivamente no Facebook e que está a ser dinamizada pelos coordenadores do Programa Eco-Escolas da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa e onde os internautas são desafiados, pelo menos naquela hora, a apagarem as luzes do perfil no Facebook. A ideia é fazerem substituir a fotografia que habitualmente usam no perfil, por uma outra completamente negra chamando assim a atenção para a necessidade de se minimizar os consumos energéticos como forma de luta contra as alterações climáticas.

Convidamos todos aqueles que ainda não o fizeram, a aderir ao evento e a partilharem esta iniciativa pela vossa rede de amigos.

Este evento conta já com cerca de 1300 participantes e no dia 26 de Março pretendem ser muitos mais!
Nós também iremos apagar as nossas luzes no Facebook.

Minuto Verde na ESTeSC

O programa Minuto Verde, da Quercus, foi à Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra (ESTeSC), a propósito do Programa Eco-Escolas.

A Saúde Ambiental nacional, cada vez mais em destaque!

Apague as luzes pela Hora do Planeta!

Apague as luzes pela Hora do Planeta!… Vá para além da Hora!

Hora do Planeta – O que é?

A Hora do Planeta é a maior iniciativa de luta mundial contra as alterações climáticas; é promovida pela WWF, a organização global de conservação.

Teve início em 2007, na cidade australiana de Sidney. A intenção foi, na altura, alertar de forma simbólica – apagando as luzes por uma hora – a população australiana para a necessidade de protegermos o Planeta contra os efeitos das alterações climáticas. Dois milhões de pessoas desligaram as suas luzes. A expectativa inicial era de reduzir 5% do consumo de energia eléctrica da cidade durante os 60 minutos do evento. O resultado, porém, foi o dobro do esperado: 10,2% de redução no consumo.

Em 2008 mais de 50 milhões de pessoas em todo o mundo participaram na Hora do Planeta. Em 2009, foi o ano de todas as expectativas serem superadas: Portugal adere pela primeira vez a esta campanha com 11 cidades entre as mais de 4 mil em todo o mundo e cerca de 1.2. mil milhões de pessoas a aderirem a esta causa. Batem-se ainda recordes no uso das redes sociais e internet para divulgação da campanha e demonstrações de apoio, 1.3 milhões de amigos nas redes sociais (em Portugal, houve mais de 10 mil referências em websites e blogues ao evento) e 4.8 milhões de buscas ao termo “Hora do Planeta” nas 24 horas que antecederam o evento.

Em 2010, mais de 1.2 mil milhões de pessoas aderiram à Hora do Planeta em cerca de 5000 cidades, 26 das quais portuguesas. Este ano, espera-se que a participação na Hora do Planeta seja ainda maior e que milhões de pessoas em todo o mundo, incluindo em Portugal, possam aderir a esta iniciativa simbólica de apagar as luzes por uma hora, a 26 de Março. A campanha deste ano desafia os participantes a irem para além da hora e adoptar práticas sustentáveis no seu dia-a-dia, de forma a reduzir a sua pressão sobre os recursos naturais, incentivando-se o uso de transportes públicos e de outros meios de locomoção amigos do ambiente, o consumo de produtos certificados, pequenos gestos no dias a dia que podem fazer a diferença.

No sábado, 26 de Março de 2011, entre as 20H30 e as 21H30, cidadãos e empresas em todo o mundo apagarão as suas luzes durante uma hora, a Hora do Planeta, para mostrar como unidos podemos fazer a diferença na luta contra alterações climáticas. O evento simbólico pretende estimular indivíduos, empresas e comunidades a tomarem medidas para reduzir as suas emissões de carbono numa base contínua e diária.

Este ano, à semelhança do que já havíamos feito nos anos anteriores, iremos mais uma vez desligar as luzes do blogue. Como o desafio deste ano é irmos além da uma hora, manteremos a luz da porta de entrada apagada durante todo o fim-de-semana.