Cervejeira de Vialonga recebe uma visita técnica de estudantes de Saúde Ambiental

Os estudantes do curso de licenciatura em Saúde Ambiental da Escola Superior de Saúde de Lisboa, do Politécnico de Lisboa, não terminaram o período de aulas, no ano letivo 2025/2026, sem uma última visita!

Acompanhados pelos professores Vítor Manteigas e Sofia Augusto, realizaram, no passado dia 26 de maio, uma visita técnica à Cervejeira de Vialonga, da Sociedade Central de Cervejas e Bebidas, no âmbito da unidade curricular de Higiene e Segurança Alimentar.

Ao longo da visita, os estudantes tiveram a oportunidade de conhecer de perto os processos de produção, controlo de qualidade e higiene e segurança alimentar associados à indústria cervejeira, contactando diretamente com a realidade profissional e os elevados padrões exigidos neste setor.

Deixamos aqui um agradecimento muito especial à Paula Portugal, gestora de relações públicas da Central de Cervejas, pelo fantástico acolhimento, acompanhamento e pelas explicações que, ao longo dos últimos anos, tem proporcionado aos nossos estudantes, contribuindo para experiências de aprendizagem diferenciadas e extremamente enriquecedoras.

Estas visitas técnicas continuam a reforçar a importância da aproximação entre o ensino superior e o contexto profissional, proporcionando aos estudantes oportunidades únicas de aprendizagem em ambiente real.

O fim da garrafa perdida? O desafio do sistema VOLTA…

Já está disponível mais um episódio do Podcast Saúde Ambiental em Linha!…

Integrado nas atividades da Unidade Curricular de Planeamento e Gestão de Resíduos, do curso de licenciatura em Saúde Ambiental da Escola Superior de Saúde de Lisboa, do Politécnico de Lisboa, os estudantes e Jovens Repórteres para o Ambiente, Afonso Ferreira e João Rodrigues, dão a conhecer o sistema “VOLTA”.

O episódio “O fim da garrafa perdida? O desafio do sistema VOLTA…” contou com a participação de Lia Oliveira, Diretora de Marketing e Comunicação da “VOLTA”, sistema nacional de Depósito e Reembolso (SDR) de embalagens em Portugal, gerido pela Associação sem fins lucrativos SDR Portugal.

Visita técnica a matadouro de suínos aproxima a academia à realidade profissional

Acompanhados pelos professores Ana Sofia Augusto e Vítor Manteigas, os estudantes do curso de licenciatura em Saúde Ambiental da Escola Superior de Saúde de Lisboa, do Politécnico de Lisboa, realizaram, no passado dia 26 de maio, uma visita técnica ao matadouro e salsicharia Henrique Bento, em Vialonga, no âmbito da unidade curricular de Higiene e Segurança Alimentar.

Esta experiência permitiu contactar diretamente com a realidade profissional do setor alimentar, aprofundando conhecimentos sobre o bem-estar animal, higiene, segurança alimentar, controlo de qualidade e boas práticas ao longo de todo o processo de abate de suínos e de produção de enchidos.

Um agradecimento muito especial à Sandra Monteiro e à sua família, pelo fantástico acolhimento que, ao longo dos últimos anos têm proporcionado aos nossos estudantes, contribuindo para momentos de aprendizagem verdadeiramente diferenciados e enriquecedores. Agradecemos igualmente à Ana Lydia, responsável pelo departamento de Qualidade e Segurança Alimentar, pelo acompanhamento próximo e pelas explicações detalhadas durante toda a visita, fundamentais para a compreensão dos desafios e exigências desta área.

Continuamos a apostar numa formação próxima da realidade profissional, promovendo experiências que fazem a diferença no percurso académico dos nossos estudantes.

“Eco-Cozinheiros” é destaque em concurso internacional pelas mãos da Saúde Ambiental

Associado ao curso de licenciatura em Saúde Ambiental da Escola Superior de Saúde de Lisboa, do Politécnico de Lisboa, a estudante Luana Cardoso tem vindo a realizar o seu estágio de 3.º ano (Estágio em Saúde Ambiental I) na Associação Bandeira Azul de Ambiente e Educação (ABAAE).

O seu trabalho, no estágio, tem sido desenvolvido no âmbito do Programa Eco-Escolas, integrando as equipas da ABAAE em múltiplas saídas de campo e acompanhando vários projetos, de que é exemplo o projeto dos “Eco-Cozinheiros“, associado ao “CONSUMO SUSTENTÁVEL: ALIMENTAÇÃO E ECONOMIA CIRCULAR”.

Foi na sequência deste estágio que surgiu a oportunidade de realizar uma videorreportagem, dando continuidade à metodologia e estratégia pedagógica que não lhe é desconhecida e que já tem vindo a ser usada em algumas unidades curriculares do curso (ver, por exemplo, “Bandeira Azul: mais do que um símbolo, um compromisso coletivo“).

A videorreportagem Eco-Cozinheiros 2026, que apresenta o projeto Eco-Cozinheiros, no âmbito do Programa Eco-Escolas, foi entretanto selecionada para a lista final de trabalhos a concurso no Young Reporters for the Environment (YRE) International Competition 2025-2026, sendo um dos 5 trabalhos de Portugal no concurso internacional.

Muitos parabéns à estudante Luana Cardoso, a quem desejamos boa sorte para a fase seguinte do concurso.

“From the plate to the planet: food security in times of climate change” é o novo episódio…

Já está disponível o último episódio do Podcast Saúde Ambiental em Linha!…

Este episódio (From the plate to the planet: food security in times of climate change), da autoria das estudantes do curso de licenciatura em Saúde Ambiental da Escola Superior de Saúde de Lisboa, do Politécnico de Lisboa, Letícia Lopes, Catarina Barata e Marta Albuquerque, surgiu na sequência do desafio lançado pela Foundation for Environmental Education e pela Associação Bandeira Azul de Ambiente e Educação que neste ano (2026) definiram como tema para o concurso internacional a “Segurança Alimentar e as Alterações Climáticas

In this episode, Letícia Lopes, Catarina Barata and Marta Albuquerque, Young Reporters of the Environment of the Lisbon School of Health, of the Polytechnic University of Lisbon, are going to talk about something that is present every day in our lives but that we rarely think deeply about: the food on our plate. Where does it come from? How is it produced? And, most importantly… is the current food system sustainable?

In this episode, they will explore the link between food security and climate change, two of the biggest global challenges today and which are actually deeply intertwined.

Bandeira Azul: mais do que um símbolo, um compromisso coletivo

Integrada nas atividades da Unidade Curricular de Intervenção em Saúde Ambiental, e sob a orientação do professor Vítor Manteigas, as estudantes Ana Fonseca, Beatriz Infante, Leonor Jorge, Luana Cardoso, Maria Loureiro e Nilza Camenha, do curso de licenciatura em Saúde Ambiental da Escola Superior de Saúde de Lisboa, do Politécnico de Lisboa, realizaram uma reportagem, em formato de artigo, no âmbito do Programa Jovens Repórteres para o Ambiente, na sequência daquela que foi a visita técnica realziada à Praia de Santo Amaro de Oeiras.

Muitos já terão visto uma Bandeira Azul, mas poucos sabem o que ela representa. Por detrás do seu movimento ao vento há um esforço coletivo para proteger o mar, garantir a qualidade da água e promover um turismo mais responsável, com estratégias concertadas por vários agentes, de que é exemplo a autarquia de Oeiras.

Todos os verões, muitas praias portuguesas exibem a Bandeira Azul – símbolo de qualidade ambiental, segurança e gestão sustentável. Criado em 1987 pela Foundation for Environmental Education (FEE), uma organização internacional com sede na Dinamarca, o programa distingue praias, marinas e embarcações que adotam boas práticas ambientais e asseguram condições adequadas aos seus utilizadores.

De acordo com a FEE este é, atualmente, um dos galardões ambientais mais reconhecidos do mundo, presente em 51 países, atribuído a cerca de 5216 locais. Este selo garante ao visitante que o espaço cumpre normas exigentes de limpeza, segurança e contempla programas de educação ambiental.

A nível global, o Programa Bandeira Azul funciona como uma rede de cooperação ambiental, sendo que cada país tem uma Organização não Governamental responsável pela gestão e avaliação das candidaturas – em Portugal, essa função cabe à Associação Bandeira Azul de Ambiente e Educação (ABAAE), secção portuguesa da FEE.

A atribuição do galardão Bandeira Azul implica um processo de candidatura anual, que é analisado com base em critérios uniformes definidos internacionalmente (Informação e Educação Ambiental, Qualidade da Água Balnear, Gestão Ambiental, Segurança e Serviços, Responsabilidade Social e Envolvimento Comunitário), assegurando que o galardão tem o mesmo valor em qualquer país. Esta consistência confere à Bandeira Azul um peso simbólico e prático significativo, representando um padrão global de qualidade e sustentabilidade, estimulando a partilha de boas práticas.

Fotografia 1. Bandeira Azul, hasteada na Praia de Santo Amaro de Oeiras (fonte: Câmara Municipal de Oeiras).

Portugal começou a trabalhar no âmbito da Bandeira Azul em 1987, ano coincidente com o seu início a nível internacional. De acordo com informação veiculada pela ABAAE, em 2025 foram atribuídas mais de 440 Bandeiras Azuis a praias, marinas e embarcações turísticas. O Algarve lidera o número de distinções (91), seguido da zona designada como “Tejo” (88) e da zona Norte (86). Mais do que um selo turístico, a Bandeira Azul tende a traduzir um compromisso com a sustentabilidade, onde os municípios investem em saneamento, infraestruturas e campanhas ambientais para manter o galardão, ano após ano.

O programa abrange quatro categorias, nomeadamente: (i) praias marítimas; (ii) praias fluviais; (iii) marinas; e (iv) e embarcações turísticas

Segundo conseguimos apurar, cada categoria tem critérios próprios, mas todas partilham o mesmo princípio: a sustentabilidade ambiental. Nas zonas balneares, exige-se informação e educação ambiental, qualidade da água, gestão ambiental e equipamentos, para além da segurança e serviços. Nos portos de recreio e marinas, a avaliação incide ainda sobre a responsabilidade social e o envolvimento comunitário. Já nas embarcações turísticas, a atividade responsável perante a vida selvagem é o critério diferenciador, face aos já enunciados.

Mais do que uma certificação turística, trata-se de um processo de melhoria contínua. Se uma praia falha nos requisitos, perde o galardão no ano seguinte, o que exige vigilância permanente e cooperação entre municípios, autoridades de saúde, capitanias e comunidades locais.

Naquilo que diz respeito às zonas balneares, manter a Bandeira Azul requer investimento, monitorização e sensibilização constantes. Os principais desafios incluem custos de manutenção, pressão turística e efeitos das alterações climáticas, que agravam, por exemplo, a erosão costeira e afetam a qualidade das águas. As marinas enfrentam ainda dificuldades no controlo de poluentes e na gestão de resíduos provenientes das embarcações. Independentemente das categorias, o comportamento humano também pesa: um simples gesto descuidado, como seja deixar uma beata na areia ou um saco de plástico, pode comprometer o esforço de todo um ano.

Apesar das dificuldades, Portugal é frequentemente citado como exemplo internacional. Muitos municípios promovem projetos inovadores de educação ambiental, reciclagem, acessibilidade universal e proteção da biodiversidade. A praia da Ribeira do Cavalo (Sesimbra) tem implementado sistemas de limitação de visitantes e limpeza ecológica. No interior, praias fluviais como Loriga (Seia) e Fraga da Pegada (Albufeira do Azibo) destacam-se pela combinação entre natureza, qualidade e turismo sustentável. As marinas portuguesas também têm investido em recolha seletiva e tecnologias de redução de impacto ambiental. No Tejo e no Douro, embarcações turísticas com Bandeira Azul promovem experiências que aliam lazer e sensibilização ecológica.

Segundo Catarina Gonçalves, coordenadora do programa Bandeira Azul, a Praia de Santo Amaro de Oeiras é uma praia de transição, sujeita a deposição acentuada após as marés, o que origina resíduos variados. Domingos Leitão, coordenador do Ambiente e Qualidade de Vida da Câmara Municipal de Oeiras, relata que a sua equipa (com o motorista Fernando Dores e o técnico superior Nataniel Fernandes) encontra frequentemente troncos, redes de pesca e tampas de sal deixadas por mariscadores. Em algumas ocasiões, foram também depositados na praia animais como alforrecas, golfinhos, ovelhas e (pasmem-se!) vacas. Com cerca de 8 mil visitantes diários na Praia de Santo Amaro de Oeiras, a gestão dos resíduos torna-se um desafio acrescido, o que implica uma estratégia concertada a ser assumida e posta em prática durante todo o ano, muito além da época balnear.

Fotografia 2. Limpeza da Praia de Santo Amaro de Oeiras (fonte própria)

Para garantir o cumprimento dos critérios n.º 18 e 19 da Bandeira Azul para as zonas balneares, a autarquia de Oeiras substituiu os contentores de pequena abertura por papeleiras compactadoras, acrescentou imagens identificativas nos recipientes de reciclagem, criou um depósito específico para beatas e adaptou os equipamentos para evitar que fossem derrubados por animais selvagens.

Fotografia 3. Contentorização de indiferenciados, sistema trifluxo para reciclagem e depósito de beatas, na praia de Santo Amaro de Oeiras (fonte própria).

A Bandeira Azul é mais do que um galardão: é um compromisso contínuo com o mar e com as gerações futuras. Exige esforço, cooperação e responsabilidade partilhada entre autarquias, técnicos e cidadãos. Cada bandeira hasteada representa não apenas uma conquista, mas também um lembrete de que a preservação do litoral começa em cada gesto individual.