Um abraço apertado na Saúde Ambiental

Naquele blogue estamos na lista de Other Hugs. Pela referência e, obviamente, pelas palavras que aqui deixou, queremos mostrar o nosso agradecimento… abraçando-a

Obrigado Nokes.

A Saúde Ambiental em estágio

Foi no post intitulado “A Saúde Ambiental na Saúde Pública” que vos dei a conhecer como se iniciam os estágios dos alunos do 3.º ano de Saúde Ambiental da ESTeSL que passam pelo Serviço de Saúde Pública onde, desde há 10 anos, tenho vindo a desempenhar funções.

Nessa ocasião fiz referência ao trabalho em sala “onde fazemos um enquadramento teórico daquilo que é a Saúde Pública, a sua evolução histórica (em Portugal), dando enfoque ao papel fundamental que os Drs. Arnaldo Sampaio e Gonçalves Ferreira tiveram naquilo que hoje conhecemos como sendo a Saúde Pública ao nível dos Cuidados de Saúde Primários e apresentando um modelo esquemático da estrutura organizacional dos serviços (…).”

Mencionam-se as “atribuições dos Serviços de Saúde Pública de âmbito local e caracteriza-se o Centro de Saúde e a sua área geográfica de intervenção (freguesias de Forte da Casa, Póvoa de Santa Iria e Vialonga). É feita uma abordagem daquelas que são (ainda) as competências da Autoridade de Saúde e termina-se aludindo a algumas actividades desenvolvidas, reforçando o papel do Técnico de Saúde Ambiental nos serviços.”

Agora, que já tornei a apresentação “mais leve”, deixo-a aqui para que a possam visualizar, comentar, e eventualmente aproveitar alguns diapositivos ou ideias, em actividades que venham a desenvolver.

Estabelecimentos Termais – Ficha de Diagnóstico

Foi aqui que fizemos referência ao Seminário/Workshop subordinado ao tema “Controlo de Qualidade nos Estabelecimentos Termais”, promovido pela Associação das Termas de Portugal e a Direcção-Geral da Saúde (DGS) e que se realizou ontem, dia 5 de Dezembro, em Lisboa.

A nossa colega Sílvia Silva, do Departamento de Saúde Pública da Administração Regional de Saúde do Norte, IP e Técnica de Saúde Ambiental do Centro de Saúde de Esposende fez uma apresentação intitulada “Vistoria e Inspecção nos Estabelecimentos Termais” que vos apresentamos.

No âmbito desta apresentação, deu-nos a conhecer a Ficha de Diagnóstico – Estabelecimentos Termais, cujo download e leitura propomos a todos os colegas e eventuais interessados por esta temática.

Ordem dos Médicos a votos, com Saúde Pública "à cabeça"

Foi ao lermos a edição de hoje do jornal Correio da Manhã que soubemos que um dos candidatos a Bastonário da Ordem dos Médicos é Médico de Saúde Pública. Falo do Dr. Carlos José Pereira da Silva Santos, que foi Delegado Regional de Saúde na Região de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo entre 1999 e 2005, actual docente da Escola Nacional de Saúde Pública e que conhecemos muito bem.
A sua candidatura apresenta-se como uma “Alternativa para a Ordem dos Médicos” e pode ser seguida nos dois (??!!!) blogues da candidatura, aqui e aqui. Segundo conseguimos perceber, a lista que encabeça contempla ainda mais alguns Médicos de Saúde Pública. A título de exemplo: Dra. Graciela Lopes Valente Simões; Dr. Nuno Filipe Ambrósio Lopes; e Dra. Teresa Cristina Ferreira Galhardo.
Apresento-vos, entretanto, a declaração de candidatura do Dr. Silva Santos.

«Um Presidente Alternativo para a Ordem dos Médicos
Declaração de Lisboa

Carlos José Pereira da Silva Santos
Chefe de Serviço de Saúde Pública da ARSLVT IP, Doutor em Saúde Pública, Professor Auxiliar Convidado da ENSP/UNL

Vamos entrar em campanha eleitoral. A candidatura alternativa apresenta-se aos médicos e à comunicação social com um trabalho feito de múltiplos contactos de grande abrangência, com um levantamento alargado das razões de descontentamento e das preocupações de muitas centenas de médicos. Desenvolvemos um processo exemplar de dinamização dos colegas com base em diagnósticos precisos da realidade e das ameaças em curso, construímos projectos e propostas que se encontram em desenvolvimento dinâmico e que durante a campanha eleitoral irão ser contrastadas com a vivência e a praxis dos médicos.
Entregámos as listas alternativas para a Secção Regional Sul, distritos médicos de Lisboa, Grande Lisboa e Beja. Contamos com votantes e apoiantes em muitas outras listas tanto nas Secções Regionais Norte como Centro e na generalidade das listas dos restantes distritos médicos.
Apresentamos hoje o programa base da candidatura Alternativa que irá enquadrar os múltiplos contributos individuais e de grupo que irão enriquecer o debate e a reflexão escrita sobre os diversos temas da agenda. Será o nosso contributo para colmatar a vil pobreza de pensamento escrito actual e da inteira responsabilidade das direcções, actual e anterior da OM.

Os grandes temas de iremos animar serão:
  • A questão das Carreiras Médicas, passado presente e futuro.
  • A questão do Serviço Nacional de Saúde, o presente e o futuro.
  • A questão dos jovens médicos, síntese prática e operativa das duas primeiras grandes questões temáticas.
Como candidato a Bastonário da Ordem dos médicos apresento-me aos médicos do todo nacional como a candidatura melhor colocado para enfrentar o desafio de travar a subversão e a programada destruição do Serviço Nacional de Saúde Constitucional, a liquidação das Carreiras Médicas, a desqualificação geral da actividade médica e derrocada dos princípios éticos e deontológicos da profissão.
Represento a candidatura melhor colocada para, em conjunto com todos os médicos das diversas sensibilidades e qualificações, definir uma agenda da OM, apresentar e defender propostas de progresso para a defesa dos interesses dos médicos, da medicina, dos serviços de saúde e da saúde dos portugueses.

Como candidato considero reunir os atributos necessários para enfrentar o desafio e reverter a actual situação de pré desastre para a profissão médica e para a saúde em Portugal na medida em que possuo capacidades:

  1. Capacidade e saber par identificar, analisar os problemas sentidos pelos médicos e apresentar soluções efectivas.
  2. Capacidade de avaliar técnica e cientificamente as medidas e propostas do governo e propor alternativas fundamentadas.
  3. Capacidade de desenvolver trabalho colectivo e de promover a cooperação inter profissional.
  4. Capacidade de promover a unidade dos médicos respeitando a diversidade de opiniões e de interesses legítimos.
  5. Capacidade de leitura política da realidade da saúde e dos serviços e de equacionar as prioridades da agenda da OM e dos médicos.
Domino saberes pertinentes para a acção:
  1. Sei contextualizar saberes teóricos e a realidade da saúde/ doença.
  2. Sei o que quero saber sobre a produção de cuidados médicos e sobre a história natural das doenças.
  3. Sei onde encontrar a informação que fundamente a tomada de decisões com evidência.
  4. Sei identificar e abordar quem conhece ou está apto a investigar na área da saúde e dos serviços de saúde.
  5. Sei o que não sei e por isso me reservarei até está informado.
Estou preparado para agir porque sei fazer:
  1. Gerir a informação pertinente em saúde.
  2. Gerir grupos de trabalho para a produção de pensamento consensual e fundamentado.
  3. Gerir investigação não só sobre saúde/doença como sobre serviços de saúde.
  4. Gerir conflitos de interesses técnicos entre profissionais ou entidades do SNS.
  5. Gerir a acção em política de saúde com base em conhecimentos evidentes.
Podemos mudar a OM e as nossas perspectivas de futuro. Assim os médicos o queiram.»

Ele “reúne os atributos”, “domina os saberes” e “está preparado”, e quem somos nós para o contestar?

Campanha Europeia de Energia Sustentável

A Campanha Europeia de Energia Sustentável 2005-2008 é uma iniciativa da Comissão Europeia, inserida no âmbito do programa Energia Inteligente – Europa (2003-2006), que pretende sensibilizar a opinião pública e promover a produção e consumo de energia sustentável por parte da sociedade civil e das organizações de toda a Europa (empresas privadas e entidades públicas, grupos profissionais e agências de gestão energética, associações industriais e ONG).

Esta campanha tem em agenda a Semana da Energia Sustentável da União Europeia 2008 (EUSEW 2008), que terá lugar em Bruxelas, Bélgica e em outros países da Europa, entre o dia 28 de Janeiro e o dia 1 de Fevreiro 2008.

Vejam aqui como a Região de Murcia se associou à campanha.
Para saberem mais sobre a campanha cliquem aqui.

Alimentar, meu caro Watson

Foi na edição portuguesa, de dia 30 de Novembro, do Jornal Metro que lemos, na rubrica “Vozes”, o artigo de Miguel Somsen “Alimentar, meu caro Watson”.

É impressionante a importância crescente – e ainda bem – que se dá à Segurança Alimentar e consequentemente à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica.

Aparentemente, teremos aqui um “filão d’ouro” para aqueles que fazem de seu ofício a escrita sensacionalista.

«Figura do Ano 2007? A ASAE. Admirável o seu desempenho nacional em prol de uma prole mais limpa, desodorizada e admirável. Não estou a brincar. Este ano, a Autoridade da Segurança Alimentar e Económica (ASAE) já mandou fechar a tasca da Ginginha, o cinema Quarteto, a cantina da SIC, o Café Aliança em Faro, as cozinhas dos Hospitais de Santa Maria e D. Estefânia, o restaurante Galeto, o Intermarché de Águeda, o restaurante “O Barbas” na Caparica, a cozinha da Casa do Alentejo e o hipermercado Jumbo de Alfragide (a dois dias da inauguração do Centro Comercial Alegro). Eles não andam a brincar, e o caso da Ginginha teve mesmo direito a cenas de próximos capítulos: parece que a dona da Ginginha, essa velhaca, decidiu reabrir a tasca sem ter sido solicitado “pedido de reinspecção”, ou autorização da Autoridade. Ninguém lhe perguntou se ela tinha voltado à tasca apenas para lavar a loiça suja, a senhora foi logo de cana.

Ao contrário da habitual lide de intelectuais, que denuncia a actividade asséptica da Autoridade (Francisco José Viegas, no Jornal de Notícias, comentava com propriedade o facto de “um amigo romancista ter dedicado dois livros à ginja”), a mim não me apetece julgar ou questionar a autoridade que a Autoridade tem para fazer o que faz e como faz. Afinal, este país precisa mesmo de uma limpeza valente – e os agentes da Autoridade são uns valentes. Eles metem medo ao susto e os comerciantes portugueses estão aterrorizados. A Santa Casa da Misericórdia de Faro, receando uma visita da Autoridade, dedidiu abandonar a sua ementa inspirada em “dieta mediterrânica”, com o peixe fresco da Ria Formosa a ser substituído por peixe congelado. Será a ASAE a nova PIDE? Não exageremos. Eu sou a favor de umas limpezas aqui e ali: gostaria que a ginja da Ginjinha não tivesse caroços ou que o cinema Quarteto comprasse lençóis novos para utilizar como tela. Se pudesse, pedia à ASAE para fechar a boca do Scolari ou as portas a Robert Mugabe, que vem de visita a Portugal.

Claro que não me assusta a Autoridade, o que me assusta são os autoritários. Não me surpreende que os agentes da ASAE exerçam o poder que lhes foi instituído, apenas me chateia que eles tenham a tendência para abusar dos poderes extensíveis que acreditem existir como regalia profissional. Estou a imaginar o diálogo entre um agente da ASAE que queira passar-me à frente na fila para mesa na Cervejaria Ramiro e o respectivo empregado: “Tem a certeza que aquelas ostras de Setúbal são frescas?”. Responde o empregado: “Sô doutor, há quanto tempo não o víamos cá, a sua mesa está pronta!”. Isto não pode ser assim, mas é assim mesmo. Os portugueses são a favor da ASAE porque são a favor de qualquer Autoridade que ponha ordem nisto (e porque têm medo da autoridade). É também por esta ordem de ideias que os intelectuais são contra, porque a desordem dá melhores crónicas que o contrário (é a autoridade deles). Por isso, a ASAE não dá tréguas. Uma notícia recente no Correio da Manhã assinalava o facto da Autoridade ter encerrado 47 estabelecimentos de uma só vez. Comentário de uma das leitoras: “Conheço um restaurante em que o empregado de mesa anda a servir com uma unha partida e a outra do dedo mindinho é muito grande, mas ele diz que é para coçar o ouvido. A ASAE não pode intervir aqui, visto que aquilo me fere um bocado a vista?”.

Pelo sim pelo não, vou já lavar a loiça.»