Artigo de estudantes de Saúde Ambiental premiado no concurso Jovens Repórteres para o Ambiente

O programa Jovens Repórteres para o Ambiente é um programa internacional da Foundation for Environmental Education implementado em Portugal pela Associação Bandeira Azul da Europa, que pretende contribuir para o treino do exercício de uma cidadania ativa e participativa, enfatizando a vertente do jornalismo ambiental.

O Concurso Nacional Jovens Repórteres para o Ambiente tem como objetivo premiar as melhores reportagens sobre sustentabilidade efetuadas pelos jovens portugueses ao longo do ano letivo, sendo que cada escola pode participar apresentando até duas reportagens em cada categoria (artigo, fotorreportagem, vídeo-reportagem, foto-campanha e vídeo-campanha. Recordamos que já aqui tinhamos feito alusão a dois prémios conquistados neste concurso (ver Vídeo-campanha ESTeSL conquista segundo lugar em concurso nacional e Videorreportagem de Saúde Ambiental recebe Menção Honrosa).

Dos mais de 130 artigos submetidos, o trabalho dos estudantes Fabiana Clérigo, João Anjos e Sandra Ferreira, o qual já havíamos publicado no mês passado (ver Criadouros de mosquitos colocam a saúde pública em alerta!) acabou por conquistar o 2.º lugar no concurso nacional.

Muitos parabéns aos estudantes que de forma continuada têm visto ser reconhecido o mérito do seu trabalho. Muitos parabéns!

Vídeo-campanha ESTeSL conquista segundo lugar em concurso nacional

A natureza está de olho em ti… é uma vídeo-campanha realizada pelos estudantes do curso de licenciatura em Saúde Ambiental da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa (ESTeSL), Adriana Porto, Andreia Silva, João Pinto e Luís Araújo, no âmbito da unidade curricular de Gestão de Resíduos, e que resultou da adaptação de um vídeo mais extenso que teve que sofrer algumas alterações para cumprir os critérios definidos para a participação no concurso nacional Jovens Repórteres para o Ambiente. Com este trabalho, que acabou por garantir o segundo lugar a nível nacional (parabéns!), os estudantes pretendem chamar a atenção para a forma como fazemos uso dos mares e oceanos, promovendo a sua poluição com resíduos plásticos e pontas de cigarros (beatas), sendo que essas práticas terão, invariavelmente, consequências para o Homem.


Sê consciente. Usa os mares e oceanos de forma diferente.
A natureza está de olho em ti…

Videorreportagem de Saúde Ambiental recebe Menção Honrosa

A videorreportagem “Greve Estudantil pelo Clima“, da autoria das estudantes do 1.º ano do curso de licenciatura em Saúde Ambiental da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa (ESTeSL), Ana Santos, Bruna Silva, Inês Rocha e Rita Relvas foi merecedora de uma Menção Honrosa no concurso nacional Jovens Repórteres para o Ambiente. Este foi uma videorreportagem realizada no âmbito da unidade curricular de Saúde Ambiental, que usa uma metodologia de ensino e de avaliação diferenciadoras e que possibilita aos estudantes a realização de trabalhos exploratórios.

Muito obrigado à Alice Gato, à Francisca Salema e à Mafalda Proussova, grandes impulsionadoras da “Greve Estudantil pelo Clima” em Lisboa, pela disponibilidade evidenciada para colaborar na realização desta videorreportagem.

Greta Thunberg, ativista do clima conhecida por protestar às portas do parlamento da Suécia, como forma de divulgar as questões associadas às alterações climáticas e que ganhou projeção mundial após a sua intervenção na COP24 em Katowice (Polónia), decidiu fazer greve às aulas em nome do clima.

Em Portugal juntaram-se a milhares de estudantes como em todo o mundo e faltaram às aulas, primeiro no dia 15 de março e depois, a 24 de maio, como forma de protesto pela inação, assim como para exigir aos respetivos governos que a resolução da crise climática seja claramente incorporada na agenda política e se torne uma prioridade.

Estalagem do Gado Bravo que é agora uma estalagem de lixo…

A meio caminho entre Vila Franca de Xira e o Porto Alto, percorrendo a “Reta do Cabo” (troço da Estrada Nacional 10) avista-se a antiga “Estalagem do Gado Bravo”, outrora local obrigatório de paragem e um emblema da Lezíria. Desde os anos 80 esta estalagem é palco de um cenário de abandono replicado em muitos edifícios icónicos do nosso país. Após várias tentativas falhadas de voltar a dar vida a este local, resume-se agora a um acumulado de lixo, animais mortos e elevados riscos, tanto para o ambiente como para a saúde pública.

De uma estalagem de luxo a uma estalagem de lixo” é uma fotorreportagem da autoria das estudantes do primeiro ano do curso de licenciatura em Saúde Ambiental da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa (ESTeSL), Margarida Bento, Mariana Caldeira e Mariana Neves, publicado no portal Jovens Repórteres para o Ambiente.

Criadouros de mosquitos colocam a saúde pública em alerta!

As alterações climáticas trazem com elas a crescente necessidade de responder de forma eficiente aos criadouros de mosquitos que surgem de forma natural, transformando-se este fenómeno numa potencial fonte de problemas para a saúde pública, sendo impreterível ter os locais devidamente identificados e sob vigilância.

O clima do nosso planeta tem sido alvo de grandes mudanças, com evidências na temperatura média do ar, no aumento do nível médio dos oceanos, no aumento da intensidade e frequência de fenómenos meteorológicos extremos, dentre outros.

De acordo com a informação disponibilizada pela Agência Portuguesa do Ambiente, a temperatura média do planeta está 0,85ºC acima da temperatura sentida no século XX. Estas alterações climáticas a que a Terra está a ser sujeita, já manifestam sinais claros no nosso país. Para Portugal é previsto que a temperatura média continue a aumentar e que cada vez mais tenhamos um menor número de dias com temperaturas frias.

Segundo a Agência Europeia do Ambiente, as alterações climáticas, nomeadamente o aumento da temperatura média do ar, são uma ameaça à biodiversidade, estando muitas espécies animais e vegetais a sofrer mudanças nos respetivos ciclos de vida. Estas mudanças tem um custo para o planeta, sendo fortes influenciadoras, por exemplo, do degelo dos glaciares, da subida do nível médio dos oceanos, da ocorrência de fenómenos meteorológicos extremos, que colocam em causa a vida selvagem e tem um custo muito elevado para a sociedade. As alterações do clima provocam ainda grandes impactos na saúde humana contribuindo atualmente, e de forma significativa, para a carga global de doenças e mortes prematuras.

Estas alterações derivam de algumas variáveis como temperatura e precipitação que afetam o desenvolvimento e comportamento dos vetores. A temperatura pode modificar o crescimento/desenvolvimento da população de vetores, conduzindo ao aumento ou aparecimento de doenças causadas pela maior frequência de picadas e maior área geográfica de contacto com os hospedeiros. A precipitação possibilita a criação de novos habitats, através de acumulações de água, que permite o desenvolvimento de larvas com o consequente aumento da população de vetores.

Os mosquitos tal como os restantes seres vivos do planeta estão em constante interação com outras espécies, estando inseridos na cadeia alimentar de algumas espécies.

Eles pertencem à classe Insecta e são conhecidos por serem transmissores de doenças muito importantes e com grande impacto para a Saúde Publica, como é o exemplo da Malária, da Dengue, da Febre Amarela, da Febre do Nilo Ocidentel, dentre outras.

No seu ciclo de vida existem várias fases em que se destacam dois estádios, o aquático e o aéreo/terrestre. A maioria dos mosquitos desenvolve-se em água doce sendo neste meio onde eclodem os ovos e onde se desenvolvem até à fase adulta (aérea/ terrestre).

Em Portugal o programa REVIVE (Rede de Vigilância de Vetores) investiga, vigia, avalia a presença ou ausência de espécies, mas também a capacidade destas em transmitir doenças, estudando por isso todas as fases de vida dos Mosquitos. O controlo/estudo é feito de janeiro a dezembro nos aeroportos, portos e fronteiras do país e de maio a outubro são feitas colheitas de amostras em diversos concelhos do país.

Dos resultados publicados no Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge – Relatório REVIVE 2018, constata-se que foram detetadas espécies invasoras e que a atividade viral detetada tem sido limitada aos flavivírus específicos de insetos não patogénicos para o Homem.

Estas ocorrências climáticas atrás referidas, terão impacto na proliferação de vetores de doença pelo planeta, sendo que no caso dos mosquitos, poderá ocorrer a disseminação global deixando de existir zonas endémicas de doenças transportadas por eles.

A circulação de mercadorias e pessoas entre os vários países e continentes proporciona o transporte de vetores nas várias fases de desenvolvimento. A disseminação dos vetores pode ser causada, não apenas por migração ativa dos mosquitos, mas também pelo transporte passivo nomeadamente automóveis, comboios, aviões entre outros meios de transporte.

Na Bobadela, concelho de Loures, existe um local junto ao apeadeiro da Linha do Norte que serve aquela vila, onde é frequente a acumulação de água. A água ali acumulada pode ter várias origens, sendo este um potencial criadouro natural de mosquitos, pois são águas estagnadas com crescimento de vegetação e acumulação de lixo. A água estagnada que ali se encontra poderá ter origem nas águas pluviais, sendo, contudo, potenciada pela saturação do solo naquela região, na medida em que está junto à margem rio Tejo.

Pelo que foi possível apurar, e apesar dos criadouros que são objeto de especial atenção serem os que se encontram junto da malha urbana, o local identificado não estava sinalizado nem tem sido alvo de acompanhamento no âmbito do programa REVIVE.

Acumulação de lixo nas águas estagnadas do apeadeiro da Bobadela.

Na sequência da denúncia desta situação junto das autoridades competentes, o local foi identificado e georreferenciado, tendo sido a União das Freguesias de Santa Iria de Azóia, São João da Talha e Bobadela notificada no sentido da proceder à eliminação daquela água estagnada, criadouro natural.

A localização deste potencial criadouro, junto à Linha do Norte, com acesso privilegiado ao principal eixo de circulação ferroviário do país por onde circulam diariamente milhares de pessoas, faz dele um fator de risco acrescido de disseminação de doenças veiculadas por vetores (mosquitos).

Criadouros de mosquitos colocam a saúde pública em alerta!” é um artigo da autoria das estudantes do primeiro ano do curso de licenciatura em Saúde Ambiental da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa (ESTeSL), Fabiana Clérigo, João Anjos e Sandra Ferreira, publicado no portal Jovens Repórteres para o Ambiente.

Compra e venda a granel: uma opção sustentável

A “poluição plástica” e o desperdício alimentar são fenómenos frequentes da atualidade e que muito se devem aos hábitos de consumo. Uma forma de obviar estes fenómenos passa, por exemplo, pela venda e compra de produtos a granel, enquanto opção mais sustentável. Em Portugal, as lojas a retalho que optam por este tipo de comércio têm proliferado um pouco por todo o país e os Jovens Repórteres para o Ambiente da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa (ESTeSL-IPL) foram descobrir um pouco mais desta realidade n’O Granel do Bairro, com Nuno Cruz.

“Compra e venda a granel: uma opção sustentável” é uma videorreportagem da autoria das estudantes do primeiro ano do curso de licenciatura em Saúde Ambiental da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa (ESTeSL), Andreia Coelho, Catarina Carvalho e Marta Amaral, publicada no portal Jovens Repórteres para o Ambiente.